quinta-feira, junho 23, 2011
Guggenheim
O Museu Guggenheim é a jóia do coroa de Bilbau. O edifício em si é uma atracção excepcional. O conjunto de superficies curvas entrelaçadas, da autoria do arquitecto americano FranK Gehry, parece-se com um barco ou uma flor.
A fachada do edifício é totalmente coberta por chapas de titânio, metal raramente usado em edifícios, sendo mais utilizado para peças de avião. Neste caso, foram usadas mais de 60 toneladas em chapas de revestimento com 3 mm de espessura.
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Armando Isaac
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6/23/2011 11:29:00 da tarde
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domingo, agosto 29, 2010
Pensão Laranjo
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| © Armando Isaac |
À SENHORA MARIA LARANJ0
DA PRAIA DA NAZARÉ
Minha boa Amiga senhora Maria
Laranjo, da praia da Nazaré,
em que tanto admiro essa fidalguia
de um povo que na Europa o mais fino é,
muito agradecido pelo almoço Real
que aí me deu junto às ondas do mar;
tivera Camões comido um igual,
fazia-lhe versos, mas não a zombar.
Minha boa Amiga senhora Maria
Laranjo, da praia da Nazaré,
por minha mulher a receberia
(se a minha Amiga quisesse, já se vê)
se acaso a conheço, quando era solteiro,
para ser agora - ventura tamanha -
em vez de pobre doutor, marinheiro,
mendigo do mar, arrais de companha.
Estando da banda dos pobres do mar
já eu não teria, como tenho às vezes
remorsos tamanhos e tão graves fezes
de ver tantas dores em roda a penar;
assim penaria e acreditaria
como eles, por lindo milagre da fé,
que depois no mar do Paraíso seria
o pescador mais feliz da Nazaré!...
Mas já que eu errei, por destino fatal,
o que era a minha pura, certa vocação,
saiba que em si louvo e admiro Portugal
no que tem de belo - alma e coração.
E saibam as altas senhoras princesas
que há uma fidalga aí na Nazaré
com que elas podem aprender finezas
e a dar um almoço que tão fino é.
© Poema de Afonso Lopes Vieira
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Armando Isaac
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8/29/2010 07:20:00 da tarde
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terça-feira, agosto 10, 2010
Ciganos - Sete imagens para um poema
© Fotos de Armando Isaac
© Poema original do poeta Carlos Carranca, que teve a gentileza de me oferecer.
Ver mais abaixo, um video do YouTube intitulado "Carlos Carranca - Ciganos" em que o poema é dito pelo próprio autor!
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Armando Isaac
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8/10/2010 07:52:00 da tarde
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domingo, julho 04, 2010
Os sonhos têm existência quando acordado?
© Armando Isaac
É de sonhos que agora vivo
neste longo Outono com laivos de Verão
pássaro azul de asas amputadas
Ave sem bando
voando na melancolia do céu azul
procurando preencher a sua solidão
Vou depositando afectos
em ninhos vazios doutras aves
esquecendo os que outrora construí
É de sonhos que agora vivo
enquanto o ameno Outono durar
direi que sou feliz.
*Do livro “Perguntas ao Outono” de Fernando Antunes
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Armando Isaac
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7/04/2010 10:31:00 da tarde
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domingo, junho 27, 2010
É doce o poente e triste o orvalho?
© Armando Isaac
É nas manhãs orvalhadas de Outono
depois das noites solitárias, geladas
que penso em ti e à tristeza me abandono
E os longos dias cheios de nadas
tendo longínquas e difusas notícias de ti
escorrendo pelos dedos as horas paradas
Então vem o doce poente dizer, sorri
o silêncio a meditação são coisas amadas
dizer que regressarás a este amor por ti
* Do livro “Perguntas ao Outono” - Fernando Antunes
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Armando Isaac
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6/27/2010 08:33:00 da tarde
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domingo, junho 20, 2010
Sonho delicado
© Armando Isaac
Se enquanto dormes
me amas em sonho delicado
a noite é toda iluminada
para este mar prateado
Mas se te espero
sem esperança de que apareças
que nome dar á tristeza, sem sol
mundo ás avessas
Se te transformas em arco-íris
tudo banhando de claridade
é azul o horizonte
alegremente serena esta vontade
Mas se estás longe
sol no outro lado do hemisfério
são escuros os sonhos
no precipício do mistério
Há gaivotas na praia
grasnando, com seu passo desengonçado
golfinhos saltando de alegria
se estás ao meu lado
E um doce sorriso
na maresia deste mar gelado
com sol ou sem ele
sempre que estás a meu lado.
* Do livro “Perguntas ao Outono” - Fernando Antunes
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Armando Isaac
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6/20/2010 06:51:00 da tarde
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Nazaré
sábado, junho 12, 2010
É à tarde
© Armando Isaac
É à tarde
quando a brisa transporta meus pensamentos
em ânsia de acasalarem com os teus
que te procuro
Alongo meus olhos
do cimo do mastro dum barco naufragado
donde se vislumbra
tua casa de névoa
E sonho
casas cheias de gente que se amam
na vaga esperança
de poder sorrir-te
Quando
a noite vem dizer-me que são horas
deixo de procurar pelas ruas
amarro-me ao teu corpo ausente
Que posso fazer amor
sem o lençol de pétalas aveludadas
sem o perfume das rosas amarelas
* Do livro “Rosas na Hospedaria do Vento” - Fernando Antunes
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Armando Isaac
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6/12/2010 10:40:00 da tarde
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