sábado, abril 24, 2010

Retratos

Gala "República de Abril" realizada pela A25A no Coliseu dois Recreios de Lisboa, em homenagem à mulher Portuguesa.


Maria João                                 © Armando Isaac

Simone de Oliveira                       © Armando Isaac


Carlos do Carmo                          © Armando Isaac


Maria de Medeiros                          © Armando Isaac


Cabo da GNR                              © Armando Isaac

domingo, abril 18, 2010

República de Abril


Gala de homenagem à mulher Portuguesa, realizada pela A25A no Coliseu dos Recreios de Lisboa no passado dia 15, gravada para a RTP para transmissão no próximo doa 25 de Abril.

Júlio Isidro e Chapitô



Fernando Tordo


Vitorino


Carlos Mendes

Maria João, Maria Anadon e Maria Viana


Maria do Amparo, Samuel e Oficina do Canto

Simone de Oliveira

Maria Barroso e Luisa Amaro

Carlos do Carmo

Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti

Maria de Medeiros



Mulher militar do Exército

Mulher militar da GNR

Sílvia Alberto, Júlio Isidro e Grupo Coral Feminino Terra de Catarina de Baleizão
© Fotos Armando Isaac

segunda-feira, abril 12, 2010

Praia Deserta
























No sossego desta praia deserta, acalmo olhando o mar
pensamento vagabunda no divagar
Apenas esta luz cinza e vermelha, deixa de ser dia, noite tão pouco
incipiente, promíscua, meu sufoco
Que se esfuma e se transmuta na serenidade do vazio curador
o eu se liberta deste torpor
Então entro em ti, no lugar onde estás, meu amor, sem que o vejas     
onde é urgente que estejas
*Poema do livro Fragmentos do Silêncio

© Foto: Armando Isaac; Poema: Fernando Antunes

sexta-feira, abril 09, 2010

Gaivota


























Há um fio de silêncio entre a imagem e a recordação
percurso de assumida solidão
Em dias de bruma cinzenta não perguntes porque voa a gaivota
poisando nessa rocha ignota
Porque o perfume do rosmaninho e o acre odor da maresia
são toda a minha alegria

Há tanta esperança nessa praia deserta nesse mar salgado
onde me transformo em cavalo alado
Porto de abrigo natural, essa é a paisagem que dá o ser
a uma grande amizade sempre a crescer
* Poema do livro Fragmentos do Silêncio


© Foto: Armando Isaac; Poema: Fernando Antunes

sexta-feira, março 26, 2010

Este é o mar...


























Este é o mar que me desfez
nos momentos de irreal lucidez
Torna-se necessário partir nas asas do vento
para a terra do devir
Aí pelo teu nome posso gritar
é aí que te posso amar
*Poema do livro Fragmentos do silêncio

© Foto: Armando Isaac; Poema: Fernando Antunes

segunda-feira, março 08, 2010

Deixa









Deixa-me avistar mais além mesmo que os olhos apenas vejam o chão
ficar com as ruas e as casas da cidade, ocupar a minha solidão
Deixa-me lobrigar horizontes ver oceanos e as estrelas do céu
ficar nesse vazio humano, ouvindo o silêncio, ser eu
Deixa-me o vento, todas as nuvens do céu que o mundo tem 
ficar com os pingos de chuva que não são de ninguém 
Deixa-me ver, mesmo sem olhar, os contornos da multidão
ficar com todas as mulheres que passam, doce ilusão
Deixa-me caminhar descalço pela areia da praia deserta
ficar absorto pelo que vejo, a mente desperta 
Deixa-me esta ânsia esfomeada pela luz interior, sonho sem sono
vá lá, deixa-me ficar, do mundo, com todas as coisas sem dono


© Foto: Armando Isaac; Poema: Fernando Antunes

sábado, março 06, 2010

O Poeta



Minha poesia é triste porque nascida
das reviravoltas da vida
dum doce amargo, dolorosa
arrebatada ao coração, espinhosa
Canto à ternura e aos afectos
ao silêncio e à solidão
canto alegrias e tristezas
de amigos e amantes
falando do meu amor 
por esses seres amigantes
A minha poesia triste
é carinho de verdade
hino aos que me rodeiam
antevisão da saudade
Nasce de um ser só, tantos amigos à mão
a alma adivinhando o fim
profunda antecipação
por isso é de enorme tristeza, não procurada
mas jamais se dirá
que é poesia desgraçada



© Foto: Armando Isaac; Poema: Fernando Antunes