domingo, março 22, 2009

Lisboa ao entardecer



Lisboa ao entardecer redime-se de tudo.
Não há mau gosto, não há pelintrice, que resistam a uma claridade assim, alastrada na superficie de um rio como este, liso, saudoso, aberto para o longe... Não há miséria nem desleixo que resistam à doçura do ar, às aventuras da luz e da sombra por estas encostas abaixo.
Tardes de ramos nus, eriçados de botõezinhos novos, tardes de castelos na bruma e jóias de fogo acesas bruscamente no topo dos mastros, na ponta das quilhas; tardes em que a Outra Banda é uma costa longínqua, irreal, a emergir da névoa; tardes em que todo o quadro, casas, árvores, céu e rio, barcos à vela e cruzadores, montes recortados de além e guindastes finos de cá - todo o quadro tem apenas duas cores, cinzento e rosa em gradações infinitas. Jogo de cortinas impalpáveis, que vai desde a nitidez diáfana do nu - com os montes recortados nos ínfimos detalhes, verde-garafa, amarelo-torrado - até à fantasmática mise en scène de véus cinzentos, de montes de cristal, de água de prata fosca... Mais pela noite dentro, o céu é azul vivo, límpido e fundo, a descair para o verde doirado na distância, com silhuetas de casas negras, onde a luz de Natal brilha fixa. E no rio cor de tinta passam hipóteses de barcos, arvorando luzes que sulcam a àgua invisível... (Ester de Lemos)

Quando me lês somos 3











Noémio Ramos, Eduardo Chitas, Jorge Nuno, Selma Pousão-Smith e Paulo Almeida
O Jorge organizou, o Paulo apresentou, o Noémio, o Eduardo e a Selma falaram dos livros na Livraria Almedina!
Três: o texto, o autor e o leitor, e eis a química de que é feito o livro.
Mas disse o autor no texto o que o leitor leu? Poderia o autor ter dito ou escrito o que queria sem correr o risco de o seu texto, por uma razão ou outra, nem sequer ser entendido ou ter chegado às mãos do leitor?
Será em definitivo o autor o genuíno único leitor e não será o texto apenas uma memória sugeitas à vicissitude das circunstâncias? Afinal o autor e o leitor morrem e só o texto sobrevive, ou será que todos eles se transformam num rosário de releituras, revivências e reescritas? P.A.




segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Pateira de Fermentelos


A Pateira de Fermentelos é a maior lagoa natural da Península Ibérica e a segunda maior da Europa. com 3,5 Km de comprimento máximo e 0,75 Km de largura máxima, estando localizada no triângulo formado pelos concelhos de Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro, antes da confluência do rio Cértima com o rio Águeda.
Considerada uma zona húmida de elevada riqueza ecológica, a Pateira de Fermentelos desde cedo se tornou um sistema em que as actividades humanas se integravam perfeitamente na sua dinâmica, permitindo assim a manutenção da lagoa.
É uma zona muito rica em fauna e flora. As espécies aquáticas predominantes são o Achigã, Lúcio, Carpa, Tainha, Perca, Pimpões e Lagostins-Vermelhos. A nível de aves, existem as Rabilas, Curtos, Pica-Peixe e diversos tipos de Patos.
É uma zona natural de rara beleza onde se podem desfrutar momentos de lazer e que oferece inúmeras oportunidades a nível fotográfico, como as acima apresentadas, captadas ontem (09.02.01), em que a lagoa transbordou as suas margens.

domingo, janeiro 18, 2009

FELIZ 2009

Captei esta linda rosa vermelha no 1º dia do novo ano de 2009, que dedico a todos os meus amigos!

domingo, dezembro 28, 2008

A Ericeira vista do cais


Gaivotas em terra, sinal de tempestade? Ou talvez não!?

Pôr do Sol na Ericeira



Pôr do sol na Ericeira, no dia 26 de Dezembro, data de aniversário da Ana Maria.